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A Titi já volta

A Titi já volta

Relaxar com vagar no Alentejo - Roteiro de Évora ao Alqueva

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Para quem procura tranquilidade o Alentejo é um dos destinos portugueses mais indicados.

Pode ser visitado em qualquer altura do ano. Fui em Outubro quando o sol do Outono e as temperaturas mais amenas proporcionaram uma relaxante e fantástica experiência.

 

O Alqueva situa-se junto ao rio Guadiana. A sua barragem abrange cinco concelhos Alentejanos: Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Moura, Portel e Mourão. Ao visitar as vilas e aldeias destes concelhos obtemos diferentes perspetivas da beleza do Alqueva.

 

Este roteiro explora os encantos em redor do Alqueva e está destinado a quem procura respirar tranquilidade em paisagens fantásticas.

 

DIA 1 – ÉVORA

 

Começo este roteiro sugerindo as principais atrações históricas de Évora. Não faltam razões para visitar esta histórica cidade Alentejana e contemplar a beleza, história, gastronomia e paisagens. Além disso, a sua localização, a cerca uma hora e meia de Lisboa, torna este local ideal para uma escapadinha.

 

Ler o meu diário sobre o que visitar em Évora

 

DIA 2 – LAGO DO ALQUEVA, MONSARAZ E MOURÃO

 

No segundo dia o ponto de partida foi Évora em direção a Reguengos de Monsaraz. Iniciamos a viagem pelas planícies alentejanas e vilas históricas que nos fazem viajar no tempo.

A construção da barragem do Alqueva originou o maior lago artificial da Europa Ocidental. É o momento de apreciar as paisagens e o ecossistema envolvente.

A vila-museu de Monsaraz tem vários tesouros escondidos e é o ponto alto deste dia. O meu conselho é passear pelas ruas de pedra e deixar-se surpreender pelos encantos desta vila medieval. É sobre as muralhas de xisto que as vistas sobre o lago são deslumbrantes.

Ainda houve tempo de visitar a praia Fluvial de Monsaraz, a vila de Mourão, a praia fluvial de Mourão e a emblemática aldeia da Luz. 

 

Ler o meu diário sobre o que visitar em Monsaraz e Mourão

 

DIA 3 – SÃO PEDRO DO CORVAL, ALQUEVA, PORTEL E MOURA

 

O Alentejo é também sinónimo de arte cerâmica. Este foi o dia em que fomos espreitar o costume oleiro alentejano em São Pedro do Corval.

Mas há muito para ver na zona do lago do Alqueva. A praia fluvial da Amieira é mais um local que permite o contacto com a natureza, fauna e flora desta região.

Ainda visitei a vila de Portel e a barragem do Alqueva. Terminei o dia aprendendo a história do dia-a-dia do lagareiro no museu do azeite em Moura.

 

Ler o meu diário sobre o que ver em São pedro do Corval, Amieira, Portel, Barragem do Alqueva e Moura

 

Consegui fazer calmamente este roteiro em três dias, numa altura em que talvez devido à pandemia não encontrei muitos turistas. Apenas alguns Espanhóis em Monsaraz, também devido à proximidade com a fronteira.

Além das visitas às várias aldeias e vilas em redor do lago, foi possível relaxar e desfrutar da paisagem.

Para quem pretende visitar no verão, recomendaria dedicar pelo menos mais dois dias para desfrutar das várias praias fluviais.

Espero que esta minha sugestão de roteiro o inspire a descobrir esta região e leve um pouco da tranquilidade e beleza do Alentejo para casa.

 

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Titi

 

Visitar São Pedro do Corval, Alqueva, Portel e Moura

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O dia começou com um magnífico pequeno-almoço recheado de produtos regionais na Horta da Coutada em Monsaraz.

Iniciámos o nosso roteiro em direção a São Pedro do Corval, a vila alentejana onde a olaria e cerâmica são tradição. Fica a cerca de 9 Km de Monsaraz e antes de chegarmos passámos pelo menir megalítico de Santa Margarida, também conhecido como a Rocha dos Namorados.

 

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O facto de estar enterrado no solo e a sua forma em cogumelo fazem com que este menir esteja associado à ideia de fertilidade. É tradição que em cada segunda-feira da Páscoa as meninas solteiras atirem pedras e tentam acertar na base do topo do monólito. Se a pedra cair do menir significa que terão de esperar mais um ano pelo casamento. Este costume ainda é praticado pois é visível várias pedras em cima do menir.

Chegámos à vila que tem a maior concentração de olarias em Portugal e uma das maiores na Península Ibérica. Existem dezenas de olarias de fabrico artesanal. 

 

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Cada olaria tem a sua história e tradição. Em algumas olarias é possível ver os mestres Oleiros a moldar o barro à mão. Depois as peças são cozidas em fornos de lenha e pintadas à mão.

Para quem procura peças artesanais este é o local ideal onde comprar. Os preços são mais acessíveis comparando com as várias vilas alentejanas mais turísticas que visitámos.

 

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Ao sairmos de São Pedro do Corval, em direção a Reguengos de Monsaraz, fizemos um desvio que não estava programado. Fomos até Terena, uma bonita vila que pertence ao concelho do Alandroal.

 

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Gostei da arquitetura das ruelas e das faixas coloridas das casas em redor do castelo e museu torre de relógio desta vila alentejana.  Também destaco a paz de espírito que se sente passeando por aqui.

 

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Mas o principal objetivo deste desvio foi visitar a Paisagindo Bio. É uma empresa de produção biológica de infusões que já conhecíamos e aproveitámos para ir lá comprar e apreciar o local.  As plantas aromáticas e medicinais da Paisagindo Bio são produzidas numa exploração que se localiza no monte D. João, no centro da vila de Terena.

 

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Após este desvio ao roteiro, regressámos a Reguengos de Monsaraz onde seguimos até à Amieira.

A Amieira é uma aldeia ribeirinha do grande lago do Alqueva, situada no concelho de Portel. Ao lado da aldeia existe a maior praia fluvial do Alqueva. Tem um extenso areal e zona de relvado. Aproveitámos esta praia para um piquenique com produtos regionais que comprámos em Reguengos de Monsaraz. Não estava mais ninguém na praia pelo que conseguimos desfrutar da paisagem e apreciar as várias espécies de aves que por ali passavam.

 

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De seguida visitámos Amieira Marina, a maior infraestrutura náutica do Alqueva. Possui um cais ancoradouro com vários serviços náuticos. É o local de partida da maior parte dos barcos que percorrem o Alqueva, seja em passeios turísticos ou aluguer de barcos-casa. Nesta marina existe um bar e um restaurante panorâmico.

 

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Continuámos a viagem até Portel onde fomos explorar o centro de mais uma vila alentejana. A principal atração desta vila é o castelo e suas muralhas.

 

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Estacionámos o carro na praça de D. Nuno Alvares Pereira onde ficam os portões de acesso ao castelo. Ali ao lado está a igreja da Misericórdia.

 

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O castelo é um monumento nacional fundado por Dom João Peres de Aboim em 1261. Subimos as muralhas de onde é possível admirar a paisagem.  

 

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Ainda passeámos pelo centro até chegarmos à igreja matriz de Portel, ladeada por uma praça com um jardim.

 

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Depois de Portel a próxima paragem foi na Barragem do Alqueva.

 

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A Barragem do Alqueva tem uma albufeira com 250 Km2 e mais de 1100 kms de margens, sendo por isso o maior lago artificial da Europa. Trata-se da maior reserva de água de Portugal e a sua construção permitiu irrigar o Alentejo para o desenvolvimento da agricultura. Aliado a isto, as possibilidades turísticas combateram a desertificação desta região.

No local da barragem temos uma verdadeira visão da dimensão deste projeto.

 

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É sobre uma imensidão de água a perder de vista que nos deparamos com a poética frase “On a clear day you can see forever”.

 

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Após mais 13 Km chegámos a Moura, uma cidade do distrito de Beja.

Fomos visitar o Museu do Azeite, situado no antigo Lagar de Varas de Fojo. Trata-se de um lagar do século XIX e um dos mais antigos da região que mostra como o azeite era produzido e as peças usadas. A produção do azeite era tradicional e sem o recurso de máquinas. 

Não é permitido tirar fotografias, mas conto um pouco da história do dia-a-dia do lagareiro. O burro carregado de azeitonas frescas chegava ao lagar, que era iluminado por candeias de azeite. O lagareiro carregava as azeitonas para as tulhas e daqui as azeitonas eram transportadas em cubas para a moenda. A massa resultante da moagem era levada para a zona das varas onde metiam em seiras. Daqui saía o azeite e depois de decantado o lagareiro colocava-o em potes.

Em frente ao museu visitámos o Jardim das Oliveiras Miguel Hernández. Este jardim tem as variedades de oliveiras mais tradicionais e representativas do Alentejo.

 

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Uma vez que o azeite de Moura é altamente conhecido no nosso País, fomos até à Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos. Lá é possível comprar o seu azeite virgem e extra virgem.

 

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No ponto mais alto da cidade encontramos o imponente castelo Dom Dinis. Infelizmente chegámos às 17 horas, que é o horário de encerramento e já não conseguimos aceder ao interior do recinto.

 

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Terminámos a visita a Moura passeando pelas ruas do centro histórico. Passámos pela igreja São João Baptista.

 

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O belo jardim Doutor Santiago é muito bem cuidado. Tem um coreto, um lago, parque infantil e um café rodeado por árvores e flores. É um agradável espaço ao ar livre. Ao lado encontramos as termas e as piscinas municipais.

 

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Em Moura já se sente o ritmo de uma cidade, mas com um encanto nas estreitas e floridas ruas do centro histórico.

Terminámos aqui o nosso roteiro pelo Alentejo. Foram sem dúvida uns dias preenchidos com uma paisagem natural invejável.

 

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Boa viagem!

Titi

Visitar o Lago do Alqueva, Monsaraz e Mourão

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O dia começou em Évora com um saboroso pequeno-almoço no Tivoli Ecoresort. Assim que saímos desta cidade em direção a Reguengos de Monsaraz encontramos paisagens com oliveiras, sobreiros e videiras, onde as cores das folhas secas do outono fazem contraste com a paisagem verde. Sentimos o cheiro a Alentejo.

 

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Em meia hora chegámos a Reguengos de Monsaraz onde passeámos pelo centro histórico e encontrámos a igreja matriz de Santo António e o mercado municipal.

 

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Seguimos viagem até à vila de Monsaraz. Situada no topo de uma colina, esta vila medieval alentejana tem uma localização privilegiada. Ainda não tínhamos chegado ao topo e já estávamos deliciados com a vista sobre o lago do Alqueva.

 

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A histórica vila de Monsaraz é uma das mais antigas de Portugal e venceu em 2017 o concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, na categoria de Aldeias Monumento.

Estacionámos o carro num parque de estacionamento junto às muralhas que circundam a vila. Existem quatro portas por onde é possível entrar na vila. Assim que entrámos sentimos que estávamos a viajar no tempo e o melhor a fazer é passear tranquilamente pelas ruas e contemplar o que vamos encontrando.

 

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Nesta vila, feita de cal e xisto, com casas de fachadas brancas sentimos um encanto intemporal.

 

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No Largo D. Nuno Álvares Pereira está a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa. Nesta igreja é possível admirar um painel de azulejos e uma Cruz da Ordem de Cristo, em honra de Nossa Senhora da Conceição.

 

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Em frente à igreja, o Pelourinho oitocentista, em mármore branco de Estremoz é um símbolo da jurisdição e autonomia de Monsaraz.

 

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Esta praça alberga também outros históricos edifícios. A Casa Monsaraz ou Novos Paços da Audiência ostenta o brasão de armas da vila.

 

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Mais à frente encontramos o castelo de Monsaraz, classificado como Monumento Nacional.

 

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A principal atração é sem dúvida andar sobre as muralhas e o seu miradouro para o lago do Alqueva, o maior lago artificial da Europa.

 

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A antiga praça de armas do castelo foi também utilizada como praça de touros.

 

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Visitámos também a Capela de São João Batista, também conhecida por Cuba. Existem também as Ermidas de São Bento, São Lázaro, Santa Catarina e São Sebastião.

Esta vila tem muito para ver e sentir. A cada canto existem as tradicionais lojas de artesanato com produtos da região. 

 

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Monsaraz permite também saborear os melhores pratos tradicionais alentejanos. Terminámos a nossa visita com o almoço na Taverna os Templários. Tem uma concorrida esplanada com vista sobre o Alqueva. O bacalhau estava bom e a sericaia divinal.

 

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Devido à pandemia não encontrámos muitos turistas, o que tornou possível admirar a vila com outro encanto. Considero este um local de paragem obrigatório ao visitar o Alentejo.

 

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De seguida fomos visitar o Cromeleque do Xerez que é mais um exemplo megalítico em Portugal e diferente do Cromeleque dos Almendres que visitámos no dia anterior em Évora.

 

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Ali ao lado está o Convento da Orada.

 

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O surgimento do lago do Alqueva também levou à criação de praias fluviais. De seguida fomos conhecer a praia fluvial de Monsaraz. No caminho para a praia visitámos a Ermida Santa Catarina de Monsaraz e passámos pelo Observatório do Alqueva. Neste observatório é possível realizar atividades de astronomia com telescópios.

 

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A agradável praia fluvial de Monsaraz tem todas as condições para um dia de verão bem passado. Possui um restaurante, atividades náuticas, ancoradouro e várias sombras. Nesta altura permite um tranquilo passeio à beira-rio.

 

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Existem várias opções de alojamento na zona de Monsaraz, desde o turismo rural a herdades e montes alentejanos. Escolhemos a Horta da Coutada, uma opção de turismo rural que se situa mesmo ao lado do Cromeleque do Xerez.

Passámos por lá para fazer o check-in e fomos explorar mais vilas desta belíssima região do Alentejo.

 

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De Monsaraz a Mourão são cerca de 17 Km. Mourão é mais uma vila alentejana com um castelo e fantásticas vistas sobre o Alqueva. Do castelo apenas resta a muralha medieval.

 

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Incorporada na muralha do castelo está a igreja matriz de Nossa Senhora das Candeias.

 

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Depois fomos visitar a praia fluvial de Mourão. A praia tem uma área com areia e outra com relva e um parque de merendas.

 

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Terminámos este dia visitando a nova aldeia da Luz. A aldeia original ficou submersa pelo rio Guadiana para a construção da barragem. Os seus habitantes foram realojados nesta nova aldeia.

Foi criado o Museu da Luz para que a antiga aldeia não seja esquecida. Nele constam informações sobre a relocalização da aldeia.

 

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Terminámos este dia regressando a Monsaraz.

 

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Na Horta da Coutada fui muito bem recebida. O ambiente é agradável e sossegado. O quarto era muito confortável e o espaço exterior bem cuidado. Adorei a decoração das instalações anexas onde existe o bar.

 

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Titi

 

2020 ... foi um ano de desafios!

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2020 foi um ano que nos fez pensar e nos colocou à prova em muitas ocasiões.

 

Como costumo dizer sou farmacêutica a tempo inteiro e viajante nas horas vagas. Todas as pessoas necessitam de uma forma de sair da rotina e o meu escape são as viagens.

 

Foi neste contexto de pandemia que partilhei através da criação deste blog algumas das minhas experiências em viagens mais marcantes. Já há alguns anos que escrevo o meu diário de viagens sempre que volto a casa e foi neste ano que achei que deveria partilhar essas experiências.

 

É um blog de partilha de ideias para quem pensa na próxima viagem ou para quem, também como eu, viaja através do computador. Tenho plena noção que o que aprendo nas viagens é maior do que aquilo que consigo expressar em palavras quando descrevo uma experiência.

 

Tinha uma grande viagem planeada para Março de 2020 e que acabou por ser cancelada. Decidi que em 2020 iria ficar apenas pelo nosso belo país, mas a lista de desejos está a aumentar subitamente e aguardo pela altura que considerar certa para os realizar.

 

Neste turbulento ano mudaram muitas coisas que tínhamos como garantidas. Se por um lado houve pessoas que tiveram de trabalhar o triplo, por outro lado outras ficaram sem o seu trabalho e forma de sustento.

 

No início, quando o pânico estava instalado tive de manter a calma e ser assertiva perante as pessoas com quem contacto diariamente. Lidei com as preocupações dessas pessoas e com as compras desmedidas sem razão.

 

Entro neste novo ano sabendo que a solidão de muitos idosos é uma preocupação. Além disso, o meu contacto próximo com a população permite-me afirmar que o atual aumento de insónias, ansiedade, e até depressões serão um grande problema que o Mundo pós-pandemia terá de enfrentar.

 

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Espero sinceramente que este ano tenha servido de introspeção e aprendizagem para a vida. Tenho esperança que o ano de 2021 permita alguns recomeços e que consigamos aproveitar todas as oportunidades que surgirem e retomar as que ficaram suspensas.

 

Bom Ano Novo repleto de sonhos concretizados!

 

Titi