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A Titi já volta

A Titi já volta

Guia sobre o que ver e fazer no Porto Santo

Praias, miradouros e experiências na ilha dourada

 

Porto Santo surpreendeu e superou as expetativas.

A ilha dourada não é apenas um destino de praia. E por isso, descrevo neste guia o que pode ver e fazer numa viagem pela ilha dourada. São várias as experiências que podem tornar as férias mais animadas e inesquecíveis.

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Vila Baleira

É a cidade da ilha do Porto Santo e onde se encontram os principais serviços da ilha. A cidade é pequena e rapidamente percorrida a pé.

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O largo do Pelourinho é a principal praça de Vila Baleira e onde se encontra a Igreja de Nossa senhora da Piedade.

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Ali ao lado, na Travessa da Sacristia, podemos visitar a Casa Museu Cristóvão Colombo.

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Este museu conta a história do navegador genovês que aqui viveu, bem como a história da ilha.

A ilha do Porto Santo foi descoberta em 1418 por João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo. Em 1466 D. Henrique doou a ilha a Bartolomeu Perestrelo.

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Entre 1479 e 1481 viveu nesta ilha Cristóvão Colombo que casou com D. Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo.

Reza a história que foi aqui que o navegador preparou a histórica viagem de descoberta da América.

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A visita tem um custo de 2€ e também é possível trocar os pontos da aplicação madeira safe por uma entrada neste museu.

Horário: Terça-feira a Sábado: 10h-12h30 e 14h-19h; Domingo: 10h-13h                       

                             

Na Alameda do Infante D. Henrique encontramos um jardim com a estátua de Cristóvão Colombo e o Padrão dos Descobrimentos, também conhecido como Pau de Sabão, com relevos alusivos aos descobrimentos da época do Infante D. Henrique.                                             

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E chegamos ao cais com a promenade que pode ser percorrida com os olhos postos no mar e na praia da Fontinha.

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Vila Baleira merece uma visita de dia e de noite.

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Algumas tradições que os turistas costumam cumprir numa visita à cidade são:

  • Provar uma lambeca: dizem que ir ao Porto Santo e não comer uma lambeca é como ir a Roma e não ver o Papa. E como em Roma não cheguei a ver o Papa, em Porto Santo a lambeca não faltou. A cremosidade é o que a distingue de um gelado comum.

       Localização: Rua Dr Nuno Silvestre Teixeira

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  • Degustar uma poncha no Rei da Poncha: são vários os sabores e no meu caso a poncha de maracujá ficou aprovada.

        Localização: Rua João Gonçalves Zarco (em frente à farmácia); 18h-02h

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Depois de visitar Vila Baleira comecei por explorar num dia o lado esquerdo da ilha e no dia seguinte o lado direito.

 

Ponta da Calheta

No final da extensa praia do Porto Santo fica a ponta da calheta. O cenário de apenas areia fica aqui completo com rochas vulcânicas.

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O mar é um pouco mais mexido ao bater sobre as rochas. Tem uma vista privilegiada para o ilhéu da cal.

A beleza natural deste local fez com que visitasse este cantinho várias vezes. É o local que aconselho para fazer uma caminhada apenas com o som das ondas do mar. Sem dúvida que tem um encanto especial.

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A Praia da Calheta costuma também ser um local escolhido para apreciar o pôr-do-sol.

 

Miradouro das Flores

Deste miradouro guardo uma das mais bonitas paisagens nas minhas memórias da ilha. 

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É possível avistar o ilhéu de baixo ou da cal, a extensa praia incluindo a praia calheta, o pico Ana Ferreira e a costa norte da ilha da Madeira.

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Ainda é possível apreciar a estátua do pintor Francisco José Peile da Costa Maya. Recentemente foi aqui colocado um baloiço para apreciar a soberba vista e tornar a experiência ainda mais agitada.

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Em confidência, este é um dos meus locais preferidos da ilha e que merece uma visita sem pressa.

 

Praia do Zimbralinho

Próximo do miradouro das flores uma estrada de terra batida leva-nos até uma praia selvagem.

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Contudo, é necessário descer uma escadaria e existem avisos que indicam o risco de queda de pedras. Apenas aconselho o acesso à praia em passeios de barco.

A água é transparente e é um dos locais de eleição para a prática de mergulho.

 

Morenos

Em Moldes podemos observar de perto as formações rochosas que caracterizam a arriba costeira da zona de Morenos. É um fenómeno geológico de bastante interesse, caracterizado por uma rede de condutas vulcânicas fissurais de natureza variável.

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Neste local existe uma zona ideal para piqueniques

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Miradouro do Furado Norte

Continuando pela estrada de terra batida rapidamente chegamos a um miradouro sobre a costa rochosa da ponta oeste da ilha e o ilhéu do ferro.

Este miradouro fica perto da Ponta da Canaveira e muito próximo do Ilhéu do Ferro (400 metros).

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É mais um local de eleição para assistir ao pôr-do-sol.

 

Quinta das Palmeiras

É um agradável espaço verde que merece uma visita no Porto Santo.

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É um pequeno jardim botânico com animais e foi uma boa surpresa ver que algumas aves vivem em liberdade. As gaiolas têm uma abertura de forma a poderem entrar e sair.

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Por entre árvores de fruto, videiras e plantas exóticas podemos encontrar pavões, tucanos, papagaios, patos, cisnes e peixes.

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O bilhete de entrada tem um custo de 3€.

Localização: Estrada das Pedras Vermelhas em Linhares.

Horário: 10h-13h e 15h-17h

 

Pico do Castelo

Um miradouro a 430 metros de altitude de onde se avistam alguns ilhéus e a cidade Vila Baleira. A vista é excecional.

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Foi aqui construída uma fortaleza no século XVI devido às invasões de piratas franceses e argelinos.

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É a partir daqui que é possível fazer uma vereda (PSPR2) até ao Pico do Facho, que é o ponto mais alto da ilha (517 metros).

 

Miradouro Fonte da Areia

Com vista sobre o ilhéu da fonte da areia, sobre a falésia e a costa norte da ilha. O nome deve-se à grande quantidade de areia que ali existe e que comprova a antiguidade geológica da ilha.

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Era na Fonte da Areia que existia a água mais saborosa da ilha, tendo sido utilizada para fins medicinais. É considerada uma fonte sagrada uma vez que a ilha possui uma quantidade controlada de água. Hoje em dia, já não existe água. Atualmente, é aqui que se assiste à erosão das rochas pelo vento.

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Porto das Salemas

Um dos locais que mais me foi recomendado pelos porto-santenses. É uma praia com piscinas naturais entre as rochas na maré baixa. A água quente e transparente torna este local um autêntico spa a céu aberto. O ilhéu de cima encontra-se a apenas 400 metros.

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A única desvantagem é o acesso. Um caminho íngreme que primeiro custa a descer e no final a subida é desafiante. Mas o esforço é inteiramente compensado. É aconselhável visitar na maré baixa.

 

Serra de Dentro

O norte da ilha tem paisagens fantásticas. O vale da Serra de Dentro era composto por terras agrícolas. A seca deu origem a socalcos que deixaram a aldeia fantasma de edifícios rurais.

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É um excelente lugar para observar e escutar a fauna.

 

  • Casa da Serra

É um museu etnográfico no meio da serra.

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Nesta casa, datada de 1764, podemos observar objetos da época. Foi recriado o quarto, cozinha, sala e quintal com animais, tal como era hábito. Retrata muito bem como era a vida na ilha. 

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Fui recebida pelo dono da casa que foi muito simpático durante a visita. Contou várias histórias relacionadas com a ilha e o passado das várias indústrias que existiram no Porto Santo.

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Foi durante a visita que aprendi que o famoso bolo do caco teve origem na ilha do Porto Santo. Este pão com um formato redondo e achatado era cozido em cima de uma pedra de basalto aquecida sobre as brasas, o chamado caco. Foi criado com o objetivo de reaproveitar restos de massa de pão. Além disso, a escassez de madeira na ilha fazia com que não houvesse lenha em quantidade suficiente. Como não era necessário forno para a cozedura, podia ser produzido por toda a população.

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No final da visita provei um ótimo licor de maracujá. Sem dúvida que esta casa merece uma visita no Porto Santo e a entrada é gratuita.

Horário: 10h15-13h15 e 15h15-18h15

 

Calhau da Serra

Depois de visitar a Casa da Serra encontrei este local completamente rodeado de calhaus.

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Praia de Porto dos Frades

Passei depois pela Serra de Fora, que foi o local onde os habitantes se refugiaram para escapar à perseguição dos piratas, e fui visitar a praia de Porto dos Frades. Esta pequena praia de calhau está rodeada por montanhas e o ilhéu de cima fica a 400 metros.

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 Portela

Na Portela encontramos o Miradouro da Portela de onde se avista a oeste a praia do Porto Santo e a leste o Pico de Baixo e o Ilhéu de Cima.

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Do outro lado da estrada existem três moinhos de vento.

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No caminho de regresso a Vila Baleira podemos apreciar no topo da colina a Capela de Nossa Senhora da Graça. É das mais antigas igrejas da ilha.

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Experiências no Porto Santo:

As paisagens únicas e a maravilhosa praia do Porto Santo já são suficientes para uma férias inesquecíveis e relaxantes.

Contudo, existem algumas atividades em terra, no mar e na natureza que tornam a experiência no Porto Santo ainda mais fantástica.

 

Passeio de Barco

Durante a minha semana de férias no Porto Santo fiz um passeio de barco com a empresa mar dourado.

Foi um passeio marcado por conhecimentos históricos, fenómenos geológicos, surpresas da vida marinha e ainda a oportunidade de praticar snorkeling.

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O passeio partiu em direção ao ilhéu de cima, também chamado de ilhéu do farol ou ilhéu dos dragoeiros. Os dragoeiros eram uma das espécies de árvores presentes quando a ilha foi descoberta. Depois de ouvir toda a história relacionada com este ilhéu continuamos o passeio até à outra ponta da ilha.

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Pelo caminho cruzámo-nos com golfinhos. A oportunidade de observar os golfinhos foi sem dúvida um dos pontos altos deste passeio. Estão no seu habitat e interagem quando querem sem nada em troca.

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Depois chegámos ao ilhéu da cal. Era neste ilhéu que se extraía a pedra da cal. A indústria terminou por razões comerciais e também por razões de segurança, uma vez que foi uma atividade onde se perderam muitas vidas.

Junto a este ilhéu tivemos a surpresa de mergulhar durante cerca de 30 minutos. Foi mais uma oportunidade de mergulhar nas águas transparentes da ilha com alguns peixes. A incidência do sol sobre a água torna o fundo do mar ainda mais bonito.

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Este incrível passeio continuou pela baía do porto da morena e pela praia do zimbralinho. Passámos por rochas com 18 milhões de anos e entrámos numa gruta.

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Depois regressámos ao porto. Tenho no meu instagram um vídeo deste passeio que retrata esta experiência que recomendo.

 

Percursos Pedestres

São duas as principais veredas no Porto Santo:

  • PS PR1 – Vereda do Pico Branco e Terra Chã
  • PS PR 2 – Vereda do Pico Castelo

Fiz a vereda do Pico Branco e Terra Chã e as paisagens são simplesmente arrebatadoras. Escrevi um post sobre a minha experiência nesta vereda que pode ler aqui.

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As caminhadas são a melhor forma de apreciar a fauna, flora e alguns locais de relevância geológica.

Para quem não quiser uma aventura pelas montanhas, as caminhadas à beira-mar também são muito bonitas. E percorrer a praia de uma ponta à outra são 9 Km.

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Passeio de Bicicleta

No meu último dia no Porto Santo aluguei uma bicicleta onde fiz um passeio matinal em jeito de despedida da ilha dourada.

Fui também até Vila Baleira com o propósito de comprar o bolo do caco para trazer na viagem. Uma iguaria que não me cansei de comer com manteiga de alho.

Durante uma parte do caminho existe uma ciclovia.

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Passeio a cavalo

Esta é uma experiência que irei fazer na minha próxima visita à ilha. O centro hípico do Porto Santo disponibiliza vários passeios a cavalo pela ilha.

 

Golfe

Para os amantes de golfe, Porto Santo tem um campo de golfe rodeado de paisagens magníficas.

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Depois de ler este artigo ainda acha que Porto Santo é só praia?

 

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Eu fiquei fã deste paraíso em Portugal!

 

Boa viagem!

Titi

 

Vereda do Pico Branco e Terra Chã

A mais bonita caminhada no Porto Santo

 

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Um dos postais mais conhecidos da ilha do Porto Santo é a imagem da praia com os vários picos de diferentes altitudes situados na zona norte e montanhosa da ilha. O Pico do Facho tem uma altitude de 517 metros e é o pico mais alto da ilha. Era aqui que se acendiam fachos para avisar a população da aproximação de barcos inimigos.

Só os mais curiosos costumam explorar este lado da ilha dourada, em busca de paisagens únicas.

 

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Depois de perceber que a ilha do Porto Santo não se resume a praia, fui explorar a ilha de outra forma.

Existem recantos de imensa beleza que apenas são alcançados numa caminhada.

São duas as principais veredas no Porto Santo: a vereda do Pico Branco e Terra Chã (PS PR1) e a vereda do Pico Castelo (PS PR 2).

Foi no início de uma manhã que conduzi até ao nordeste da ilha pela estrada regional 111, uma zona mais selvagem e envolvida por montanhas, para fazer a vereda do Pico Branco e Terra Chã. O Pico Branco é o segundo pico mais alto da ilha.

 

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Comecei o trilho eram oito horas da manhã, aproveitando o tempo ainda parcialmente nublado, uma vez que em grande parte do percurso não existe sombra.

 

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O início da vereda é marcado por uma vegetação seca e com alguns declives mais acentuados. Este era um caminho por onde passavam burros quando os habitantes semeavam cevada em Terra Chã.

 

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À medida que a altitude vai aumentando a vista das altas falésias começa a surpreender. E de um momento para o outro a paisagem muda de uma vegetação seca para um cenário mais verde. A partir dali ficamos rodeados de várias árvores, com predominância de ciprestes. Em profundo silêncio cruzei-me com alguns coelhos.

 

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Numa certa altura cheguei a uma bifurcação. Pela esquerda é o acesso de 200 metros ao topo do Pico Branco e à direita o percurso de 400 metros conduz a Terra Chã.

 

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Em primero lugar fui visitar Terra Chã que é considerado o local com a flora mais bem conservada na ilha. Do seu miradouro avista-se a serra, o mar e os ilhéus.

 

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Em Terra Chã existem uma casa e umas mesas que convidam a um lanche perante uma fantástica paisagem.

 

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Depois voltei à bifurcação e subi o Pico Branco. Estava neste momento a 450 metros de altitude e o contraste do azul do mar com o verde da vegetação é lindo. A vista abrange parte da ilha.

 

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Depois de sentir e apreciar devidamente este local sem pressa, foi só descer o caminho todo para trás.

 

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No total esta vereda percore uma distância de 5,4 Km. Demorei cerca de duas horas e meia e no regresso o sol já se começava a fazer sentir.

Durante o percurso encontrei cerca de quatro pessoas no cume do pico e mais algumas durante o regresso quando o calor já se começava a sentir. O meu conselho é fazer esta vereda no início da manhã quando as temperaturas não dificultam, e quando o silêncio é apenas interrompido pela fauna.

Esta vereda foi o melhor encontro com a natureza que poderia ter tido nesta bela ilha.

 

Ler também: Guia sobre o que ver e fazer no Porto Santo

 

Boa caminhada!

Titi

É uma casa portuguesa, com certeza! É a casa-museu Amália Rodrigues

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Fui visitar o museu que todos os portugueses deviam conhecer. Lembro-me de há uns tempos ter visto a casa da Amália Rodrigues na televisão e imediatamente pensei que tinha de lá ir. Era uma visita que andava a adiar há algum tempo mas finalmente concretizei. E gostei bastante. 

Amália Rodrigues viveu durante 45 anos no número 193 da Rua de São Bento em Lisboa.

 

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Após a sua morte foi cumprido o seu desejo de tornar esta casa um museu. Foi inaugurado em 2001 e partilha o lado mais pessoal da artista.

 

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Nesta casa fazemos uma autêntica viagem pela sua vida e dia-a-dia. Todos os objetos têm uma história associada.

É possível ver, por exemplo, os vestidos escuros ou coloridos, os sapatos altos, as jóias que usava em palco, os seus perfumes e vários objetos do dia-a-dia.  

 

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Durante a visita apenas foi possível fotografar a zona da receção e do terraço. Todo o mobiliário e decoração são originais. Tudo está como foi deixado pela anfitriã da casa.

Ao entrar na casa é notável que se trata de uma casa dos anos 50 que está muito bem preservada.

O gosto de Amália pela arte é bem visível pela presença de várias peças de artesanato e pinturas de arte . São vários os retratos da artista e as figuras religiosas. 

Na cozinha ainda se encontra o último papagaio de Amália. O simpático Chico faz-se ouvir e interage com os visitantes.

 

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A visita é acompanhada por um guia que explica a história da casa, dos objetos e da artista.

Na sala de estar a guitarra portuguesa e o piano estão em destaque.

A sala de jantar tem a mesa posta mostrando a loiça usada pela fadista.

No quarto podemos ver um oratório que demonstra o lado religioso de Amália.

Amália nunca expôs os seus prémios e honras em casa. Por isso só os vemos no local onde era a garagem e hoje em dia é a receção do museu.

A visita termina num agradável jardim onde o Chico costuma estar nos dias mais soalheiros.

 

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Este museu preserva as memórias e história de uma das maiores personalidades da cultura portuguesa. E por isso merece uma maior divulgação principalmente nas gerações mais novas. Acho impensável se daqui a umas décadas as novas gerações não saibam e não valorizem quem foi Amália Rodrigues. 

Há uns anos atrás quando estávamos em qualquer país pelo mundo assim que falávamos em Portugal do outro lado ouvíamos o nome de Amália. E isto tem uma razão. Amália Rodrigues levou a sua voz e a língua portuguesa a mais de cem países e as suas tournées mundiais incluiram os cinco continentes.

 

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As visitas a esta casa-museu são sujeitas a marcação prévia de terça-feira a domingo entre as 10 e as 18 horas. É grátis até aos 12 anos, os adultos pagam 7€ e para maiores de 65 anos tem o custo de 6€.

Mais informações no site da Fundação Amália Rodrigues.

 

Boa visita!

Titi