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A Titi já volta

A Titi já volta

Viajar de cruzeiro: dicas, mitos e verdades

Os dias de navegação não são uma seca!

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Porque gosto de viajar de cruzeiro?

Algumas das melhores recordações que tenho de férias são em navios de cruzeiro. Costumo chamar a esta forma de viajar a viagem das experiências. Para mim é o desconectar da rotina e desfrutar da vista no meio do oceano. É sentir e ouvir o mar. É a viagem onde não existe a palavra monotonia. Este resort que navega em alto mar ainda me leva a conhecer vários destinos numa só viagem.

Para férias em família são a combinação perfeita. Não faltam atividades e diversão para todas as idades. É nestas viagens que registo inesquecíveis memórias em família e onde criamos momentos que são tema de conversa durante muito tempo.

Além disso, um navio de cruzeiro é provavelmente um dos espaços mais multiculturais, onde se partilham momentos com pessoas de todo o mundo.

Contudo, sei que este meu sentimento sobre os cruzeiros é muito positivo porque pesquiso detalhadamente cada rota e navio antes de reservar a viagem. Existem cruzeiros para todos os estilos e gostos e só assim sei qual é a viagem certa para mim.

Gosto principalmente de visitar ilhas. Em cidades grandes é mais difícil escolher os pontos turísticos a visitar de acordo com o tempo de escala e é mais provável ter o sentimento de não ter explorado devidamente a cidade. Em ilhas esta sensação é menor e já conheci destinos que não faziam parte dos meus planos numa viagem isolada, mas ao fazerem parte da rota do cruzeiro foram uma agradável surpresa.

 

Mito ou Verdade?

Num cruzeiro todos os detalhes são pensados para nos surpreender. Contudo, existem alguns mitos populares associados a esta forma de viajar. Desvendo alguns mitos e confirmo algumas verdades de acordo com a minha experiência em quatro viagens de cruzeiro que realizei em navios da Royal Caribbean.

 

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Os cruzeiros são para seniores!

Mito

As viagens de cruzeiro são para todas as idades. Este é um dos maiores estigmas e que acaba por ser eliminado na primeira experiência.  As empresas de cruzeiros são quase que categorizadas e conhecidas por serem mais ou menos familiares.

Pesquisar sobre o navio ajuda a perceber o principal público alvo. Existem alturas do ano em que, pela maior disponibilidade de tempo, os seniores podem ser a maioria dos passageiros a bordo.

 

Os dias de navegação são uma seca!

Mito

Este é mais um dos grandes mitos associados às viagens de cruzeiro. Pelo contrário, são as viagens onde existem opções de entretenimento a toda a hora. Lembro-me de no meu primeiro cruzeiro ter ficado com a sensação de que não tinha parado um minuto para descansar porque queria participar em todas as atividades. Depois do primeiro foi mais fácil tomar decisões e conciliar o descanso com o entretenimento.

Existe um programa de animação que é variado e distinto para as várias faixas etárias. Contudo, existem navios onde as opções de entretenimento são mais reduzidas, e outros que são um autêntico parque de diversões onde são necessários vários dias para se explorar tudo.

Escolha o navio de acordo com o tipo de entretenimento que procura. Os meus preferidos são os que têm espetáculos da Broadway e pista de gelo.

 

Posso perder-me no interior do navio!

Verdade

Pode acontecer, principalmente nos primeiros dias e nos navios maiores. Normalmente acontece no regresso ao camarote por existirem vários corredores que são praticamente iguais nos vários decks.

O primeiro passo para evitar este contratempo é decorar o número do deck e do camarote. Também sugiro memorizar alguns espaços que se situam na proa ou na popa do navio porque é certo que em algum momento vai acabar por ir para a frente quando desejava estar na traseira.

É possível memorizar estes detalhes ainda em casa ao consultar a planta dos decks que normalmente se encontram disponibilizados online. Também já existem aplicações que pode consultar no smartphone ou em alguns pontos espalhados pelo navio e que são uma excelente ajuda para os passageiros mais distraídos.

 

A oferta gastronómica é de qualidade e variada!

Verdade

Dependendo da empresa, navio e rota a experiência pode ser diferente.

A bordo existem opções gastronómicas para todos os gostos, incluindo quem tem restrições alimentares. Existem restaurantes buffet e à carta que estão incluídos na tarifa da viagem. E também existem outros restaurantes de especialidade para quem procura outras experiências à mesa.

De acordo com a minha experiência, já verifiquei que as opções disponibilizadas são adaptadas às rotas uma vez que notei diferença entre as rotas na América e Europa.

 

Dieta e férias num cruzeiro são incompatíveis!

Verdade

Todas as refeições são uma experiência, uma viagem dentro da própria viagem. A parte mais difícil é fazer as escolhas e deixar a dieta de lado.

Normalmente não é uma questão de fome, mas sim a vontade de querer experimentar um bocadinho de tudo. O truque é não passar pela balança nos dias seguintes à viagem.

 

O navio balança muito!

Mito

Este é um assunto que não é linear e está dependente das condições atmosféricas e marítimas. Contudo, navegar num navio de cruzeiro não é comparável a passear num ferry ou num navio de pequena dimensão. Os navios de cruzeiros possuem mecanismos de estabilização e tecnologias que definem as melhores rotas de forma a desviarem-se de eventuais tempestades.

Quanto maior o navio, menor a sensação de movimento. Nas minhas viagens nunca vivi uma situação de tempestade em alto mar ou de enjoo de movimento. Só costumo sentir o movimento do navio em alguns momentos, principalmente na proa. Nos navios de maiores dimensões a sensação de estar em navegação foi quase nula.

 

Os cruzeiros são sempre iguais!

Mito

Existem várias rotas de viagens de cruzeiros pelo Mundo. O que se vive em cada navio é único e a experiência nunca é igual. São as pessoas que fazem as viagens e a tripulação é um elemento muito importante nos momentos de navegação.

Relativamente aos portos de escala, é possível repetir os destinos porque para cada porto existem sempre várias opções de programas para ocupar o dia. Por esta razão, cada viagem é sempre diferente.

 

Uma viagem de cruzeiro é muito dispendiosa!

Mito

Existem várias empresas com navios, rotas e experiências para todos os tipos de carteiras. Desde navios mais familiares a navios com experiências de luxo, a oferta é muito ampla. Normalmente a relação qualidade-preço é excelente.

Há um fator que se deve ter em conta. É necessário olhar para o navio como sendo um resort com alojamento, refeições, entretenimento e transporte para vários destinos. Como por exemplo, o preço de uma noite só com alojamento em Miami Beach é muito superior ao valor por noite numa rota pelo Caribe com tudo incluído. 

 

Dicas para a primeira viagem de cruzeiro

Já escolheu a rota e o navio para a sua próxima viagem?

Partilho algumas dicas que o vão ajudar a planear a sua viagem antes de embarcar.

  • Ao fazer a reserva e se tiver receio do movimento do navio, opte por um camarore que se situe no meio do navio. Decore o deck e o número do camarote ainda em casa.
  • Se tiver de reservar um voo até ao local de partida, pondere ir com um ou dois dias de antecedência. Evite o transtorno de não conseguir embarcar porque o voo sofreu um atraso ou foi cancelado.
  • Não se esqueça de fazer seguro de viagem. A bordo existe uma equipa médica que o poderá ajudar em algum problema de saúde, mas poderá não gostar da fatura a pagar. Com um seguro todos os gastos serão reembolsados.
  • Tenha atenção às taxas que estam incluídas na reserva. Existe uma taxa de gratificação por dia e por pessoa que normalmente só é cobrada no final do cruzeiro, mas também é possível adicionar na reserva inicial. Também deve ter em conta que existem outros extras, como por exemplo bebidas alcóolicas ou internet que poderá reservar a bordo.
  • Programe com antecedência as saídas nos portos de escala de acordo com os horários, seja por conta própria ou pelas tours organizadas pelo navio ou por empresa externa.  
  • Prepare uma mochila para desfrutar das primeiras horas no navio. A bagagem pode demorar algumas horas até ser entregue no camarote, pelo que levo sempre uma mochila com o fato de banho e uma roupa mais prática.
  • Leve roupa de acordo com as festas temáticas. Consulte online os diários de bordo que outros viajantes partilham do mesmo itinerário para ter uma ideia do número de noites formais e das festas que são habituais.
  • Verifique se é necessário reservar lugar nos espetáculos.
  • Faça o check-in em casa de modo a tornar o embarque mais rápido.
  • Jamais pense em fazer uma chamada do seu telemóvel quando estiver em navegação. Os valores que lhe podem ser cobrados são exurbitantes.
  • Tire todas as dúvidas que possa ter sobre o navio ou portos de escala no fórum da maior comunidade de amantes de cruzeiros, o cruisecritic.

 

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Depois de alguns mitos desvendados só posso confirmar que viajar de cruzeiro é uma experiência única e inesquecível.

Já viajou de cruzeiro? Gostou da experiência? Conte-me tudo nos comentários. 

 

Cada dia de navegação é uma aventura!

Titi

 

Nota: o conteúdo deste post está relacionado com as minhas experiências em cruzeiros e não está associado a nenhum tipo de publicidade. 

 

O que visitar na ilha St. Maarten

1 dia em St. Maarten


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Em pleno mar do Caribe existe uma ilha com uma característica invulgar ao ser governada por dois países. Chama-se St. Maarten ou St. Martin.

O lado sul da ilha é a parte holandesa e a cidade de Philipsburg é a sua capital. O lado norte da ilha é francês, sendo a sua capital a cidade Marigot.  Não existe uma fronteira física, apenas uma placa de sinalização que representa a transição de território.

Esta particularidade tornou St. Maarten numa ilha multicultural. É habitada por mais de 99 nacionalidades e oferece uma mistura de cultura europeia e estilo caribenho. É também devido à sua população diversificada que a ilha é conhecida como a capital culinária do Caribe.

Localizada na América Central, ao lado das Ilhas Virgens e a 240 Km de Porto Rico, a ilha é banhada pelo mar do Caribe e pelo Oceano Atlântico.

Cristóvão Colombo avistou a ilha pela primeira vez a 11 de novembro de 1493 e devido à data chamou-lhe de São Martinho.

Os idiomas oficiais são o francês e o holandês, mas o inglês é falado em praticamente toda a ilha. Do lado francês o euro é a moeda oficial e o dólar é aceite em toda a ilha.

Para além da sua origem existe um local que tornou esta ilha mundialmente conhecida. O seu aeroporto já foi distinguido por ter uma das aterragens mais impressionantes do mundo.

Vai visitar St. Thomas numa viagem de cruzeiro? Tem apenas algumas horas e quer aproveitar da melhor forma o seu tempo disponível? Neste post resumo alguns dos locais mais populares e descrevo a minha experiência na ilha.

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Porto de desembarque e transportes

Os navios atracam no lado holandês, na cidade Philipsburg. A área do porto é muito bem organizada e tem uma dimensão que permite receber vários navios no mesmo dia.

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  • Táxis:

A zona de táxis encontra-se bem identificada. Os táxis são compartilhados em vans e o valor regulado é por passageiro. O serviço é oferecido pela Dutch St. Maarten Taxi Association.

Os táxis estão divididos em trajetos específicos e as vans saem à medida que ficam lotadas. Basta informar o local para onde desejam ir e serão encaminhados para a van.

Existe também o serviço de tour disponibilizado pelos táxis. As opções de tours que destaco são a Circle Island Tour que percorre a ilha em 3 horas e a Island tour de 5 a 6 horas em que é o passageiro que escolhe os locais a visitar. Neste caso, os preços variam de acordo com o número de pessoas e a duração da tour escolhida. Pode consultar as informações atualizadas no site oficial.

  • Water táxi:

Existe um transporte marítimo que faz o trajeto entre o porto e a praia Great Bay que é a praia mais próxima e que se localiza na cidade de Philipsburg. Também é possível caminhar até lá em 15 minutos.

 

O que ver e fazer em St. Maarten

A principal atração da ilha são as praias de água cristalina e por isso a maior dificuldade poderá ser a escolha da praia para desfrutar durante algum tempo. Se não é amante de praias poderá optar por dar a volta à ilha, ter uns momentos de aventura ou a experiência de em segundos pisar território francês e holandês.

 

Philipsburg

A capital do lado holandês é caracterizada por prédios coloridos típicos do Caribe. Um dos edifícios que merece destaque é o Courthouse com um abacaxi no topo.

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Esta cidade é provavelmente a zona mais desenvolvida da ilha e o principal local para compras. No centro existem muitas lojas de souvenirs.

  • Old Street tem as casas mais típicas e lojas de artesanato.

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  • Market Place é uma feira local com roupas, artesano e souvenirs.

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  • Front Street é a principal rua de comércio em frente à praia.

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  • Great Bay Beach é a praia junto ao centro da cidade e com um calçadão rodeado de restaurantes e lojas. Devido à sua proximidade do porto, é a praia mais movimentada e frequentada pelos turistas de cruzeiros que não pretendem se afastar muito do porto. Fica a uma caminhada de 15 minutos e é também acessível pelo water táxi.

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Maho Beach

Também conhecida como a praia do aeroporto, por se localizar ao lado do aeroporto internacional Princesa Juliana. Esta é a praia que tornou a ilha mundialmente conhecida e não é por ser uma praia paradisíaca. É ali que os aviões aterram a poucos metros de quem está a apanhar sol.

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Este é o local escolhido por quem quer vivenciar alguns momentos de adrenalina e capturar algumas fotografias instagramáveis. A maior atração é assistir às aterragens e é possível consultar os horários numa prancha de surf no Sunset Bar.

Pelo contrário, na descolagem os aviões conseguem levantar a areia de uma forma que pode não ser muito segura. Apesar dos avisos, existem pessoas que se colocam atrás da rede e já aconteceram alguns incidentes, pelo que deixo o alerta para cumprirem as indicações.

Para lá da adrenalina a praia tem uma curta extensão de areia e não considero ser uma boa praia.

 

Mullet

Ao lado de Maho Beach encontra-se uma das praias mais bonitas de St. Maarten com um mar incrivelmente azul e sem ondas. É ideal para famílias com crianças.

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A praia é extensa e possui o serviço de cadeiras de aluguer, mas eu recomendo o canto direito da praia por ser uma zona ainda mais tranquila.

A praia situa-se atrás de um campo de golfe e é possível caminhar a partir da praia Maho. São cerca de 15 minutos.

 

Marigot

É a principal cidade e capital da parte francesa.

  • Na Rue de la République podemos admirar as casas de arquitetura colonial.
  • Mercado de Marigot é uma mostra de sabores e cores com frutas, produtos locais e souvenirs.
  • O Fort Louis pode ser alcançado subindo 91 degraus até ao topo do pico rochoso que domina Marigot.

 

Orient Beach

Localizada na costa leste, é a praia mais visitada no lado francês. É conhecida como a St. Tropez do Caribe. É banhada pelo Oceano Atlântico e é uma das praias mais extensas e populares da ilha. Também é conhecida pela prática de surf e outros desportos aquáticos. Num lado da praia existe uma zona de nudismo.

 

A lenda de St. Maarten

Reza a lenda que na demarcação do território encontravam-se um holandês com rum e um francês com vinho. Combinaram andar de um lado da ilha até ao outro e onde se encontrassem seria o limite de cada país.

A versão francesa diz que o rum era mais forte que o vinho e por isso o holandês adormeceu no caminho e a maior parte da ilha ficou do lado francês.

A versão holandesa diz que o francês correu e fez batota.

Esta é a explicação mais cómica da história de uma ilha dividida por dois países. Será verdade? Um facto é certo, em toda a ilha a multiculturalidade está bem presente.

 

A minha experiência em St. Maarten

Nesta ilha optei mais uma vez por não fazer um tour pelo navio e organizei o passeio de acordo com o que gostava de visitar. Depois de pesquisar sobre a ilha e ler alguns relatos de outros viajantes, fiquei com vontade de explorar melhor a parte holandesa e fui com várias opções em mente. A escolha seria tomada no dia dependendo do estado do tempo.

Antes de chegar a St. Maarten já sabia que seriam cinco navios no porto e isso significava que a ilha iria estar cheia de turistas. Por essa razão, saí do navio assim que chegámos e comecei por ir visitar o que era mais distante. 

Fui num táxi coletivo até Mullet Beach. Esta foi a praia que elegi assim que vi a cor do mar em fotografias. Fui na dúvida se o mar seria assim tão azul e não desiludiu. Nesta praia o mar estava com uma temperatura muito agradável e ótimo para relaxar porque parecia uma piscina de água azul cristalina. A extensão da praia também é boa e não tive a sensação de estar numa praia lotada. Fiquei ali cerca de duas horas e tive vontade de ficar muito mais tempo.

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Depois fui a pé até Maho Beach onde me deparei com uma multidão. Por momentos parecia que estava num filme. Assisti a várias aterragens e algumas descolagens, ficando num dos cantos da praia por me dar maior sensação de segurança.

Não fiquei ali mais de meia hora porque ver duas ou três vezes é o suficiente para sentir a adrenalina do momento. Na minha opinião, quem fica ali o tempo todo da escala acaba por perder os melhores encantos da ilha.

Quando comecei a ver que o trânsito estava a ficar congestionado decidi apanhar o táxi de regresso a Philipsburg. Ao ter voltado com algumas horas de antecedência aproveitei para ir explorar a cidade. Caminhei pelo centro de Philipsburg, apreciei os edifícios coloridos, percorri a old street e a front street e fiz umas compras no mercado de rua. Ainda fui até à praia Great Bay que é uma boa praia, mas a sua beleza não é comparável a Mullet Beach. Depois regressei ao navio.

Nesta ilha o trânsito é caótico e por isso recomendo planear o regresso à cidade com algumas horas de antecedência.

Em 2017 o furacão Irma devastou este pequeno pedaço de terra paradisíaca. A ilha foi reconstruída e é visível em alguns locais que ainda se encontra em recuperação.

Esta ilha foi uma agradável surpresa por ser um destino que provavelmente não teria conhecido se não fizesse parte da rota do cruzeiro. 

De St. Maarten guardo na minha memória uma praia paradisíaca, a adrenalina de Maho e a colorida cidade Philipsburg. Ficou a vontade de voltar para conhecer o lado francês e a sua famosa praia Orient Beach.

 

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Até à próxima St. Maarten!

Titi

O que visitar na ilha St. Thomas

1 dia na ilha virgem St. Thomas

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As ilhas virgens americanas são compostas pelas ilhas St. Thomas, St. John e St. Croix.  São um pequeno paraíso que podemos encontrar no mar do Caribe, juntamente com as ilhas virgens britânicas. Abençoadas com praias paradisíacas e um clima tropical, com temperaturas quentes durante todo o ano, são uma atração para muitos turistas que viajam de cruzeiro.

St Thomas é a segunda maior ilha das ilhas virgens e a mais populosa. Localiza-se no mar do Caribe, a leste de Porto Rico.

Cristóvão Colombo descobriu a ilha em 1493. Nos séculos seguintes por ali passaram os ingleses, franceses, holandeses, espanhóis, malteses e dinamarqueses. Durante a primeira guerra mundial os EUA compraram a ilha aos dinamarqueses. Atualmente, é um dos portos mais visitados no Caribe.

Nesta ilha as línguas predominantes são o francês, inglês e crioulo. A moeda é o dólar.

A ilha de St. Thomas alia a história e natureza a praias paradisíacas. Em apenas um dia é possível sentir um pouco de todas estas vertentes.

Vai visitar St. Thomas numa viagem de cruzeiro? Tem apenas algumas horas e quer aproveitar da melhor forma o seu tempo disponível? Neste post resumo algumas das atrações mais populares e descrevo a minha experiência nesta ilha. Existem vários locais que pode visitar de forma a desfrutar do melhor de St. Thomas.

 

Portos de desembarque e transportes

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A ilha tem dois portos onde é possível desembarcar.

Havensight é o porto mais central que fica numa zona mais movimentada e com comércio local, bares e restaurantes. Desde Havensight é possível caminhar até Downtown Charlotte Amalie seguindo o passeio junto ao mar.

Crown Bay é um porto mais afastado, numa zona mais industrial, e que normalmente recebe os navios de maiores dimensões. Por viajar no segundo maior navio de cruzeiros do mundo, foi neste porto que desembarquei.

Ambos os portos têm centros comerciais e acesso a táxis. Para cada porto os preços dos trajetos de táxi estão regulados.

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O que ver e fazer em St. Thomas

Charlotte Amalie

A principal cidade e capital de St. Thomas chama-se Charlotte Amalie.

Percorrer as suas ruas e admirar a arquitetura colonial é a melhor forma de explorar o centro da cidade. Existe uma mistura de casas históricas (como o US Post Office) com lojas. O comércio tem o principal foco em joias, perfumarias, licores, roupas, arte local e souvenirs. A isenção de impostos é o que mais atrai os turistas a estes estabelecimentos.

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O Craft Market é um mercado de rua que ocupa uma praça com venda de roupa e souvenirs.

As principais ruas do centro são Veterans Dr, Main St, Tolbod Gade e Raadefs Gade.

A capital também tem atrações históricas.

  • Fort Christian: é uma fortaleza dinarmaquesa que foi um ponto de defesa. Atualmente, abriga o museu St. Thomas e é considerado um marco histórico nacional dos EUA.

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  • The 99 steps: Os 99 degraus são uma escadaria do século XVIII próximo do Castelo de Blackbeard. Foram construídos pelos dinamarqueses com o objetivo de resolverem a questão de circulação numa cidade inclinada. São também considerados um marco histórico.

 

Mountain Top

Um dos locais mais visitados nesta ilha é o Mountain Top, que como o nome indica fica numa área montanhosa e oferece uma espetacular vista panorâmica das ilhas virgens americanas e das ilhas virgens britânicas. Foi classificada pela National Geographic como uma das dez melhores vistas no mundo.

É no caminho para este local que se constata que é uma ilha verde. Na subida a paisagem verde contrasta com as baías azuis ao fundo.

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Para aceder ao miradouro é necessário entrar numa enorme loja de souvenirs que é também um bar e casa da famosa bebida banana daiquiri. Reza a história que foi em Cuba que a bebida daiquiri foi inventada. Contudo, a versão banana daiquiri foi criada nesta ilha por um capitão Inglês que pensou que rum e bananas faziam uma boa combinação.

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Considero esta vista um local imperdível para apreciar a natureza e também aumentar a vontade de ir até uma das suas baías.

 

Praias

A ilha de St. Thomas tem dezenas de praias paradisíacas que permitem relaxar nas suas águas azuis. Destaco as mais preferidas pelos turistas.

  • Magens Bay Beach:  foi considerada pela National Geographic como uma das dez praias mais bonitas do mundo. Por essa razão é a praia mais famosa da ilha, muito popular e a entrada é paga. O mar é uma baía de águas calmas e ideal para a prática de snorkeling. A praia está rodeada de vegetação e no seu acesso tem um espaço verde com mesas. É servida por um restaurante/bar e uma loja.

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  • Coki Beach: localizada em Coki Point junto ao parque Coral World. Com água cristalina, é uma excelente opção para a prática de snorkeling e mergulho.
  • Sapphire Beach: localizada no fim da costa este da ilha. O nome da praia refere-se ao seu mar de cor azul-safira. É também uma praia adequada à prática de snorkeling, windsurf e jet-ski.

 

Paradise Point

O skyride é um teleférico que se situa a 15 minutos a pé do porto Havensight e transporta até ao topo do Paradise Point. De lá é possível apreciar uma vista panorâmica sobre o centro histórico de Charlotte Amalie e o porto. Tem restaurantes, um bar e lojas de souvenirs.

 

Pirates Treasure Museum

Igualmente próximo do porto de Havensight localiza-se o Museu dos Piratas do Caribe. É um museu de naufrágios que exibe tesouros mundialmente famosos e descobertos em águas profundas. Mostra também artefactos das ilhas virgens e do mundo dos piratas.

 

Tour à lha St. John

A ida e volta de ferry até à vizinha ilha St. John é também uma alternativa para ocupar o dia, principalmente para quem já conhece a ilha St. Thomas de outras viagens de cruzeiro. Existem tours que garantem o regresso de acordo com o horário de bordo.

 

 

A minha experiência em St. Thomas

Depois de pesquisar sobre esta ilha e ler alguns relatos de outros viajantes, rapidamente concluí que gostava de conhecer o centro da capital, visitar o Mountain Top e aproveitar um pouco de praia se o dia permitisse.

Depois de analisar os custos de táxi para me deslocar a cada um desses locais, optei por realizar um tour que incluía duas horas em downtown, duas horas de passeio pela zona montanhosa da ilha com paragem em Mountain Top e mais duas horas na praia Magens Bay. Encontrei esta opção que ia de encontro ao que eu procurava na empresa Godfrey tours.

Apesar de preferir sempre organizar as saídas de forma independente, esta tour deve ser encarada como um meio de transporte com algumas explicações sobre os locais por onde vamos passando. Nas várias paragens estamos por nossa conta e é necessário regressar ao ponto de encontro no horário marcado. Passado o horário, não esperam por quem não cumpriu e é desta forma que garantem o regresso ao navio de acordo com o horário de todos a bordo. Revelou-se uma excelente opção por ter explorado a cidade à minha vontade, visitado um dos principais pontos panorâmicos onde o contraste do verde e azul é incrível, e ainda aproveitado para relaxar numa praia espetacular.

Pode parecer um pouco corrido, mas foi a opção ideal para conseguir desfrutar ao máximo das várias vertentes da ilha. 

As ilhas virgens americanas são o único local nos EUA onde a condução é pelo lado esquerdo da estrada. Principalmente na zona montanhosa, as estradas são íngremes, estreitas e cénicas com vistas magníficas sobre a zona litoral da ilha. Nos dias em que vários navios visitam a ilha o trânsito torna-se um pouco mais caótico e principalmente ruidoso.

Na escolha de o que fazer na ilha é importante escolher um programa que se adeque ao horário da escala. Existem outras opções tours mais históricas ou só de praia. Na reserva é também necessário ter atenção à diferença horária na ilha que no meu caso tinha uma hora de diferença do nosso horário a bordo.

De St. Thomas guardo a minha experiência de praia, montanha e monumentos coloniais, sempre com a boa disposição característica de quem viaja em cruzeiro.

 

Até à próxima St. Thomas!

Titi