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A Titi já volta

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A encantadora Ilha de Gozo

Dia 3: City Sightseeing em Gozo e viagem de ferry até Malta

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O dia começou com mais um excelente pequeno-almoço no hotel.

 

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Ter pernoitado duas noites em Victoria, no centro da ilha de Gozo, foi a melhor decisão que tomei no planeamento desta viagem. Neste momento, já tinha percorrido as principais ruas da capital, consegui sentir a essência da ilha e a profunda diferença entre o dia e a noite da capital. Mas faltava ainda ver alguns pontos de interesse em redor da ilha.

E por isso, este foi o dia em que visitei várias vilas piscatórias com as suas baías paradisíacas e igrejas a cada canto da ilha.

 

A partir de Victoria partem autocarros para várias direções e seria possível ter utilizado este meio de transporte. No entanto, ao sair nos locais que pretendia visitar teria sempre de esperar cerca de uma hora pelo autocarro seguinte. Por este motivo, optei por fazer o tour no autocarro City Sightseeing Gozo que teve o custo de 18€. O roteiro é bastante completo e panorâmico, pelo que acabei por conhecer mais alguns locais que não faziam parte do meu roteiro. Estes autocarros partem a cada 45 minutos e desfrutei do tempo que pretendia em cada local do meu interesse.

 

Existem duas linhas e comecei pela rota violeta com partida de Mgarr.

A primeira paragem foi em Xewkija, a mais antiga vila de Gozo. A igreja Xewkija Rotunda é avistada de toda ilha e possui a terceira maior cúpula do mundo.

 

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Depois seguimos em direção a Dwejra. No caminho avistei uma pedreira de onde é extraída a típica pedra maltesa usada nos edifícios.

 

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Ao chegar a Dwejra Bay encontrei a pequena capela de Santa Ana.

 

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Seguindo pelo lado esquerdo é possível observar o local que era um dos maiores símbolos desta ilha, a mítica janela azul. Esta famosa atração natural em forma de arco foi formada pela erosão. A tonalidade da água à sua volta deu-lhe o nome de “Azure Window”. Era uma das paisagens mais espetaculares e fotografadas nesta ilha.

O arco caiu durante uma tempestade em 2017. Assim se confirma que o que a natureza constrói também destrói.

 

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Este local também se tornou ainda mais conhecido por ter sido cenário de importantes desenvolvimentos na série “Game of Thrones”.

 

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Muito próximo desta janela podemos avistar o "blue hole", em que as águas transparentes costumam atrair mergulhadores. Lamentavelmente, este local estava bem diferente das fotografias que estão nos guias turísticos, uma vez que estava rodeado de plástico. 

 

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Esta costa noroeste de Gozo caracteriza-se por uma linha de escarpas íngremes. Do lado direito encontra-se a lagoa interior de Quala Dwejra. Está separada do mar pelo Rochedo Fungus, mas ligada por um túnel estreito entre o penhasco. Existem passeios de barco que fazem este percurso pelo túnel até ao local onde existia a janela azul.

 

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Aproveitei para tomar um banho nesta lagoa. Quando o sol incide perto da zona da gruta a água fica com uma tonalidade encantadora.

 

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No rochedo Fungus desenvolve-se a planta Cynomorium coccineu que os cavaleiros acreditavam que tinha poderes curativos. Era conhecida como o cogumelo Maltês e este bem valioso era muito bem protegido pela Torre Dwejra.

 

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A próxima paragem foi na Basílica Ta Pinu. Com uma fachada barroca do século XIX, esta basílica está rodeada de campo e natureza. É venerada como igreja de milagres e a entrada é gratuita.

                       

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Depois fui até à vila piscatória de Xlendi, no sudoeste da ilha. Localizada sobre um vale, a baía de Xlendi tem águas claras e é um popular local para nadar.

 

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O passeio em volta da baía está rodeado de restaurantes. Tem uma pequena praia de areia, mas do lado esquerdo da baía há um percurso com várias entradas para a água.

 

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Continuei a explorar a ilha de Gozo pela linha azul do autocarro turístico. Rumo ao norte da ilha, a paragem seguinte foi em Marsalforn. Mais uma bonita baía com vários hotéis e restaurantes.

A partir daqui poderia ter ido até às salinas, mas decidi ocupar este tempo indo à praia mais conhecida da ilha.

 

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E foi em Ramla Bay que terminei o meu roteiro na ilha de Gozo. Trata-se da maior e melhor praia da ilha. A tonalidade da areia é dourada.

 

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Já não tive coragem para fazer o trilho até à gruta Tal-Mixta.  Esta gruta situa-se do lado direito da praia e dizem que as vistas são de tirar o fôlego.

 

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No fim da tarde voltei de autocarro até Mgarr onde apanhei o ferry até à ilha de Malta. Neste sentido já é necessário comprar o bilhete que tem um custo de 4.65€.

Durante a curta viagem de ferry tive a melhor despedida da ilha com o pôr-do-sol. Foi um autêntico Gozo percorrer esta ilha e a ilha de Comino.

 

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Na chegada a Cirkewwa apanhei o autocarro 222 que demorou cerca de 1 hora a fazer o percurso até Sliema.

À saída do autocarro automaticamente senti que estava numa zona turística, onde tudo é feito e está preparado para agradar os turistas.

 

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O Hotel escolhido foi o Bayview Hotel. Localizado em Gzira, ao lado de Sliema e relativamente próximo de Valletta.

Considero que foi uma boa localização para percorrer a ilha.

É um hotel de 3 estrelas, mas sem os pormenores de conforto do hotel de Gozo. Ainda assim, foi uma boa opção qualidade-preço.

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No último andar existe um ginásio, jacuzzi, piscina interior e exterior.

 

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A vista para Valletta era maravilhosa.

 

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Mais um longo dia que terminou com o sentimento de já ter explorado as duas pequenas ilhas maltesas. Nos próximos dias já só faltava conhecer a principal ilha de Malta.

 

Leia também:

          Dia 1 - O início da viagem a Malta

          Dia 2 - O paraíso da Lagoa Azul

          Dia 4 - Sentir a alma da capital Valletta e das Três Cidades

          Dia 5 - A vila dos barcos com olhos e a mais bonita gruta de Malta

          Dia 6 - A medieval Mdina, a história de Rabat e a melhor praia de Malta

          Dia 7 - A fascinante Vila do Popeye e as praias do norte da ilha de Malta

 

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Titi

 

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