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A Titi já volta

A Titi já volta

O que visitar na ilha St. Maarten

1 dia em St. Maarten


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Em pleno mar do Caribe existe uma ilha com uma característica invulgar ao ser governada por dois países. Chama-se St. Maarten ou St. Martin.

O lado sul da ilha é a parte holandesa e a cidade de Philipsburg é a sua capital. O lado norte da ilha é francês, sendo a sua capital a cidade Marigot.  Não existe uma fronteira física, apenas uma placa de sinalização que representa a transição de território.

Esta particularidade tornou St. Maarten numa ilha multicultural. É habitada por mais de 99 nacionalidades e oferece uma mistura de cultura europeia e estilo caribenho. É também devido à sua população diversificada que a ilha é conhecida como a capital culinária do Caribe.

Localizada na América Central, ao lado das Ilhas Virgens e a 240 Km de Porto Rico, a ilha é banhada pelo mar do Caribe e pelo Oceano Atlântico.

Cristóvão Colombo avistou a ilha pela primeira vez a 11 de novembro de 1493 e devido à data chamou-lhe de São Martinho.

Os idiomas oficiais são o francês e o holandês, mas o inglês é falado em praticamente toda a ilha. Do lado francês o euro é a moeda oficial e o dólar é aceite em toda a ilha.

Para além da sua origem existe um local que tornou esta ilha mundialmente conhecida. O seu aeroporto já foi distinguido por ter uma das aterragens mais impressionantes do mundo.

Vai visitar St. Thomas numa viagem de cruzeiro? Tem apenas algumas horas e quer aproveitar da melhor forma o seu tempo disponível? Neste post resumo alguns dos locais mais populares e descrevo a minha experiência na ilha.

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Porto de desembarque e transportes

Os navios atracam no lado holandês, na cidade Philipsburg. A área do porto é muito bem organizada e tem uma dimensão que permite receber vários navios no mesmo dia.

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  • Táxis:

A zona de táxis encontra-se bem identificada. Os táxis são compartilhados em vans e o valor regulado é por passageiro. O serviço é oferecido pela Dutch St. Maarten Taxi Association.

Os táxis estão divididos em trajetos específicos e as vans saem à medida que ficam lotadas. Basta informar o local para onde desejam ir e serão encaminhados para a van.

Existe também o serviço de tour disponibilizado pelos táxis. As opções de tours que destaco são a Circle Island Tour que percorre a ilha em 3 horas e a Island tour de 5 a 6 horas em que é o passageiro que escolhe os locais a visitar. Neste caso, os preços variam de acordo com o número de pessoas e a duração da tour escolhida. Pode consultar as informações atualizadas no site oficial.

  • Water táxi:

Existe um transporte marítimo que faz o trajeto entre o porto e a praia Great Bay que é a praia mais próxima e que se localiza na cidade de Philipsburg. Também é possível caminhar até lá em 15 minutos.

 

O que ver e fazer em St. Maarten

A principal atração da ilha são as praias de água cristalina e por isso a maior dificuldade poderá ser a escolha da praia para desfrutar durante algum tempo. Se não é amante de praias poderá optar por dar a volta à ilha, ter uns momentos de aventura ou a experiência de em segundos pisar território francês e holandês.

 

Philipsburg

A capital do lado holandês é caracterizada por prédios coloridos típicos do Caribe. Um dos edifícios que merece destaque é o Courthouse com um abacaxi no topo.

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Esta cidade é provavelmente a zona mais desenvolvida da ilha e o principal local para compras. No centro existem muitas lojas de souvenirs.

  • Old Street tem as casas mais típicas e lojas de artesanato.

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  • Market Place é uma feira local com roupas, artesano e souvenirs.

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  • Front Street é a principal rua de comércio em frente à praia.

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  • Great Bay Beach é a praia junto ao centro da cidade e com um calçadão rodeado de restaurantes e lojas. Devido à sua proximidade do porto, é a praia mais movimentada e frequentada pelos turistas de cruzeiros que não pretendem se afastar muito do porto. Fica a uma caminhada de 15 minutos e é também acessível pelo water táxi.

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Maho Beach

Também conhecida como a praia do aeroporto, por se localizar ao lado do aeroporto internacional Princesa Juliana. Esta é a praia que tornou a ilha mundialmente conhecida e não é por ser uma praia paradisíaca. É ali que os aviões aterram a poucos metros de quem está a apanhar sol.

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Este é o local escolhido por quem quer vivenciar alguns momentos de adrenalina e capturar algumas fotografias instagramáveis. A maior atração é assistir às aterragens e é possível consultar os horários numa prancha de surf no Sunset Bar.

Pelo contrário, na descolagem os aviões conseguem levantar a areia de uma forma que pode não ser muito segura. Apesar dos avisos, existem pessoas que se colocam atrás da rede e já aconteceram alguns incidentes, pelo que deixo o alerta para cumprirem as indicações.

Para lá da adrenalina a praia tem uma curta extensão de areia e não considero ser uma boa praia.

 

Mullet

Ao lado de Maho Beach encontra-se uma das praias mais bonitas de St. Maarten com um mar incrivelmente azul e sem ondas. É ideal para famílias com crianças.

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A praia é extensa e possui o serviço de cadeiras de aluguer, mas eu recomendo o canto direito da praia por ser uma zona ainda mais tranquila.

A praia situa-se atrás de um campo de golfe e é possível caminhar a partir da praia Maho. São cerca de 15 minutos.

 

Marigot

É a principal cidade e capital da parte francesa.

  • Na Rue de la République podemos admirar as casas de arquitetura colonial.
  • Mercado de Marigot é uma mostra de sabores e cores com frutas, produtos locais e souvenirs.
  • O Fort Louis pode ser alcançado subindo 91 degraus até ao topo do pico rochoso que domina Marigot.

 

Orient Beach

Localizada na costa leste, é a praia mais visitada no lado francês. É conhecida como a St. Tropez do Caribe. É banhada pelo Oceano Atlântico e é uma das praias mais extensas e populares da ilha. Também é conhecida pela prática de surf e outros desportos aquáticos. Num lado da praia existe uma zona de nudismo.

 

A lenda de St. Maarten

Reza a lenda que na demarcação do território encontravam-se um holandês com rum e um francês com vinho. Combinaram andar de um lado da ilha até ao outro e onde se encontrassem seria o limite de cada país.

A versão francesa diz que o rum era mais forte que o vinho e por isso o holandês adormeceu no caminho e a maior parte da ilha ficou do lado francês.

A versão holandesa diz que o francês correu e fez batota.

Esta é a explicação mais cómica da história de uma ilha dividida por dois países. Será verdade? Um facto é certo, em toda a ilha a multiculturalidade está bem presente.

 

A minha experiência em St. Maarten

Nesta ilha optei mais uma vez por não fazer um tour pelo navio e organizei o passeio de acordo com o que gostava de visitar. Depois de pesquisar sobre a ilha e ler alguns relatos de outros viajantes, fiquei com vontade de explorar melhor a parte holandesa e fui com várias opções em mente. A escolha seria tomada no dia dependendo do estado do tempo.

Antes de chegar a St. Maarten já sabia que seriam cinco navios no porto e isso significava que a ilha iria estar cheia de turistas. Por essa razão, saí do navio assim que chegámos e comecei por ir visitar o que era mais distante. 

Fui num táxi coletivo até Mullet Beach. Esta foi a praia que elegi assim que vi a cor do mar em fotografias. Fui na dúvida se o mar seria assim tão azul e não desiludiu. Nesta praia o mar estava com uma temperatura muito agradável e ótimo para relaxar porque parecia uma piscina de água azul cristalina. A extensão da praia também é boa e não tive a sensação de estar numa praia lotada. Fiquei ali cerca de duas horas e tive vontade de ficar muito mais tempo.

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Depois fui a pé até Maho Beach onde me deparei com uma multidão. Por momentos parecia que estava num filme. Assisti a várias aterragens e algumas descolagens, ficando num dos cantos da praia por me dar maior sensação de segurança.

Não fiquei ali mais de meia hora porque ver duas ou três vezes é o suficiente para sentir a adrenalina do momento. Na minha opinião, quem fica ali o tempo todo da escala acaba por perder os melhores encantos da ilha.

Quando comecei a ver que o trânsito estava a ficar congestionado decidi apanhar o táxi de regresso a Philipsburg. Ao ter voltado com algumas horas de antecedência aproveitei para ir explorar a cidade. Caminhei pelo centro de Philipsburg, apreciei os edifícios coloridos, percorri a old street e a front street e fiz umas compras no mercado de rua. Ainda fui até à praia Great Bay que é uma boa praia, mas a sua beleza não é comparável a Mullet Beach. Depois regressei ao navio.

Nesta ilha o trânsito é caótico e por isso recomendo planear o regresso à cidade com algumas horas de antecedência.

Em 2017 o furacão Irma devastou este pequeno pedaço de terra paradisíaca. A ilha foi reconstruída e é visível em alguns locais que ainda se encontra em recuperação.

Esta ilha foi uma agradável surpresa por ser um destino que provavelmente não teria conhecido se não fizesse parte da rota do cruzeiro. 

De St. Maarten guardo na minha memória uma praia paradisíaca, a adrenalina de Maho e a colorida cidade Philipsburg. Ficou a vontade de voltar para conhecer o lado francês e a sua famosa praia Orient Beach.

 

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Até à próxima St. Maarten!

Titi